O brasileiro volta às urnas neste domingo, 25 de outubro, para escolher quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos. A decisão entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) encerra a disputa presidencial de 2026. Em cinco estados e no Distrito Federal, o eleitorado também definirá quem comandará o governo local.

A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Para o eleitor, o domingo reúne duas responsabilidades: fazer uma escolha individual e participar de uma decisão coletiva cujos efeitos alcançarão o emprego, o orçamento das famílias, os serviços públicos e a relação do país com o mundo.

O Jornal da Comunidade divulgará a apuração em tempo real, utilizando os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A atualização dos resultados começará a partir das 17h de domingo, conforme a disponibilização das informações pela Justiça Eleitoral, com atenção especial à Presidência e ao Governo do Distrito Federal.

Uma decisão nacional entre Lula e Flávio

Lula busca a reeleição, enquanto Flávio Bolsonaro disputa pela primeira vez a Presidência. As chapas têm, respectivamente, Geraldo Alckmin (PSB) e Alfredo Gaspar (PL) como candidatos a vice-presidente. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%, segundo os dados divulgados pelo TSE.

Esses percentuais registram a etapa anterior e não antecipam o resultado de domingo. No segundo turno, a decisão depende dos votos válidos depositados nas urnas: brancos, nulos e abstenções não são transferidos para qualquer candidato. A escolha de cada eleitor permanece secreta.

Para comparar os compromissos das candidaturas, o eleitor pode consultar os planos de governo disponibilizados pela Justiça Eleitoral. É uma oportunidade de confrontar promessas com propostas escritas, observando prioridades, meios de execução e formas de financiamento.

Cinco estados e o Distrito Federal também escolhem governador

Além da Presidência, haverá segundo turno para governador no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins, além do Distrito Federal. Nessas unidades da Federação, a urna apresentará primeiro a votação para governador e depois para presidente. Outros municípios terão eleições suplementares ou consultas locais, conforme a programação da Justiça Eleitoral.

No DF, Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) disputam o Palácio do Buriti. O resultado definirá a condução de áreas diretamente presentes na rotina da população, como a rede de saúde, as escolas, a segurança e a mobilidade urbana.

O TRE-DF informou que os locais de votação permanecerão os mesmos utilizados no primeiro turno. Ainda assim, conferir a seção e o endereço antes de sair de casa ajuda a evitar dúvidas. Em outras partes do país houve alterações, e a recomendação é consultar os canais oficiais.

Os desafios de quem assumir a Presidência

Análise da Redação — os pontos a seguir apresentam uma avaliação editorial das responsabilidades do próximo governo. Não são uma previsão do resultado nem a reprodução do programa de uma candidatura.

Transformar renda em melhora concreta da vida. Independentemente do vencedor, o governo será cobrado pela capacidade de ampliar oportunidades de trabalho e criar condições para que a renda alcance as despesas essenciais. O desafio inclui combinar investimento, produtividade e qualificação profissional com atenção a quem enfrenta maiores dificuldades para ingressar ou permanecer no mercado.

Conciliar prioridades sociais e responsabilidade com as contas públicas. Promessas de ampliar serviços ou reduzir tributos precisam ser acompanhadas de escolhas claras sobre receitas, despesas e execução. A expectativa deve ser por um governo que explique o custo de suas decisões, apresente metas verificáveis e trate os recursos públicos com transparência. Gastar melhor e avaliar resultados são tarefas tão importantes quanto anunciar novas iniciativas.

Fazer os serviços públicos chegarem à população. Saúde e educação exigem continuidade, planejamento e cooperação entre União, estados e municípios. O presidente não administra sozinho todas as unidades de atendimento ou escolas, mas tem responsabilidade na articulação de políticas, no financiamento federal e na redução das desigualdades de acesso. Para o cidadão, o resultado aparece na consulta realizada, no exame disponível e na aprendizagem.

Coordenar uma resposta à violência. A segurança pública pede articulação federativa, inteligência e capacidade de enfrentar organizações criminosas e seus recursos financeiros. Medidas de prevenção e políticas para os territórios também precisam entrar na discussão. Espera-se que propostas sejam acompanhadas de responsabilidades definidas, orçamento e mecanismos de fiscalização, com respeito aos direitos e às competências de cada instituição.

Preparar o país para riscos ambientais e mudanças na economia. Prevenção de desastres, proteção de recursos naturais, infraestrutura e transição energética devem ser tratadas em conjunto com a geração de emprego. O desafio é evitar que a resposta do poder público comece apenas depois da emergência e construir soluções que considerem as diferenças entre as regiões brasileiras.

Governar para além da própria base. A vitória eleitoral autoriza o exercício de um mandato, mas não elimina o dever de prestar contas nem a legitimidade da oposição. Do próximo presidente espera-se respeito ao resultado das urnas, às instituições e às liberdades, disposição para negociar com o Congresso e capacidade de dialogar com governadores e prefeitos. A política precisa produzir decisões e serviços, sem transformar a divergência em hostilidade permanente.

O que conferir antes de sair de casa

  • Data e horário: domingo, 25/10, das 8h às 17h de Brasília. Nos locais com fuso diferente, é preciso observar o horário local correspondente.
  • Documento: leve um documento oficial com foto. O e-Título pode ser usado para identificação quando exibir a fotografia do eleitor.
  • Local de votação: consulte o e-Título ou o Autoatendimento Eleitoral do TSE. No DF, o TRE confirmou a manutenção dos endereços do primeiro turno.
  • Quem faltou em 4 de outubro: pode votar no segundo turno se estiver com a situação eleitoral regular. A ausência anterior deve ser regularizada separadamente.
  • Números dos candidatos: podem ser levados anotados em papel. O celular deve ficar com os mesários antes da entrada na cabine.
  • Fila: quem estiver na fila até o encerramento do horário de votação terá o direito de votar.

Mensagens sobre mudanças de local, impedimento de voto ou supostos resultados antecipados devem ser conferidas nos canais da Justiça Eleitoral antes de serem compartilhadas.

Como acompanhar a apuração no Comunidade

A partir das 17h de domingo, o painel na home do Comunidade mostrará os resultados da disputa presidencial no Brasil e do Governo do DF. As consultas serão feitas automaticamente a cada 30 segundos, e os números exibidos dependerão dos dados efetivamente divulgados pelo TSE.

O leitor poderá acompanhar o percentual de urnas apuradas e a votação das candidaturas. Antes da disponibilização dos resultados, o painel informará que a apuração ainda não começou. O botão Mais resultados abrirá o sistema oficial do TSE em outra aba, permitindo consultar também as demais disputas estaduais.

A ordem de chegada das informações pode alterar os percentuais ao longo da totalização. Uma vantagem parcial não deve ser tratada como resultado definitivo. O jornal identificará a situação das disputas a partir dos dados da Justiça Eleitoral, sem apresentar simulações como votos apurados.

Depois da escolha nas urnas, permanece o compromisso de acompanhar as decisões de quem governará. O resultado encerra a disputa pelo mandato; a fiscalização das promessas e do uso dos recursos públicos continua.

Fontes e serviços

Reportagem e análise da Redação do Jornal da Comunidade, com informações da Justiça Eleitoral.