O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que Meta e X esclareçam como distribuem conteúdos políticos, exibem anúncios eleitorais e removem publicações. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (22), às vésperas do segundo turno.

A medida integra uma investigação solicitada pela coligação Brasil Pronto pra Mais contra Flávio Bolsonaro e seu candidato a vice, Alfredo Gaspar. A coligação aponta suposto favorecimento à chapa adversária e restrições a conteúdos favoráveis a Lula.

Cueva considerou necessário investigar, mas ressaltou que os elementos apresentados ainda não comprovam as acusações. Os candidatos terão cinco dias para apresentar defesa.

A Meta deverá explicar questões envolvendo traduções automáticas, GIFs, hashtags e publicidade. O X terá de detalhar o funcionamento da inteligência artificial Grok.

O ministro também determinou revisão humana da retirada, no Instagram, de um vídeo sobre o episódio Flavinho de Papai, caso essa avaliação ainda não tenha ocorrido. Entretanto, rejeitou impor revisão humana prévia a todas as remoções de conteúdos jornalísticos e de opinião.

Com informações do Tribunal Superior Eleitoral.