A força da democracia brasileira aparece em um gesto que dura poucos segundos e reúne milhões de histórias: o voto. Diante da urna, pessoas de diferentes origens, raças, gerações e condições sociais exercem um direito de igual valor. Cada escolha individual integra uma decisão coletiva sobre os rumos do país.
O segundo turno de 25 de outubro de 2026 marca mais uma etapa desse exercício de cidadania. A escolha de presidente e vice-presidente da República dá dimensão concreta ao princípio de que o poder emana do povo. A festa da democracia se realiza na liberdade de decidir, no respeito a quem pensa diferente e na possibilidade de cobrar dos representantes o compromisso assumido com a sociedade.
Na urna, cada pessoa tem o mesmo peso
O sufrágio universal é o direito de participação política reconhecido aos cidadãos nas condições estabelecidas pela Constituição. O artigo 14 da Constituição Federal assegura o voto direto e secreto, com valor igual para todos. Renda, profissão, escolaridade ou prestígio não tornam uma escolha mais valiosa do que outra.
O sigilo protege a autonomia do eleitor: ninguém precisa revelar em quem votou. Essa proteção permite que a decisão seja tomada de acordo com a própria consciência, sem intimidação. A igualdade do voto transforma diferenças de experiência e de opinião em participação dentro de regras comuns.
A Constituição também define as condições do alistamento e do voto. O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas a partir dos 18 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas analfabetas e maiores de 70 anos. Para quem participa pela primeira vez e para quem acompanha eleições há décadas, permanece o mesmo direito de influir na vida pública.
Milhões de histórias formam o eleitorado
O levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgado em 4 de outubro registrou 158.745.463 eleitoras e eleitores aptos no primeiro turno de 2026, cerca de 158,7 milhões. O total representa pessoas habilitadas a votar naquela etapa, não o número de votos depositados nas urnas.
As mulheres eram maioria, com 83.877.126 eleitoras. O cadastro reunia ainda 918.876 pessoas aptas no exterior. São Paulo, maior colégio eleitoral do país, concentrava 34.104.226 eleitores. Mais do que dimensionar a organização do pleito, os números mostram quantas experiências distintas participam da construção de uma escolha nacional.
O balanço da primeira etapa
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, 125,2 milhões de pessoas compareceram às urnas, quase 79% do eleitorado, segundo informe do TSE publicado em 7 de outubro. Esse é o balanço de participação daquela etapa; os dados não descrevem o comparecimento ao segundo turno.
O segundo turno ocorre nas disputas do Executivo em que nenhuma candidatura alcança a maioria absoluta dos votos válidos na primeira votação. Para a Presidência, o eleitorado decide entre as duas candidaturas classificadas. Onde existe segundo turno para o governo estadual ou do Distrito Federal, a escolha também abrange esse cargo.
Cada turno é considerado uma eleição independente. Por isso, quem não votou na primeira etapa pode participar da segunda, desde que o título não esteja cancelado nem suspenso. Votar no segundo turno não elimina a necessidade de justificar a ausência no primeiro, conforme as regras da Justiça Eleitoral.
Informação e liberdade fazem parte da escolha
Para o pleito de 25 de outubro, o TSE fixou a votação no território nacional das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. A consulta ao local de votação deve ser feita pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral e pelo e-Título.
Em pronunciamento de 24 de outubro, o presidente do TSE reforçou a orientação de conferir a seção eleitoral e verificar informações antes de compartilhá-las. Também lembrou a proibição de levar celulares e outros aparelhos eletrônicos para a cabine de votação.
O trabalho de mesários, servidores e colaboradores dá suporte a esse encontro entre um direito coletivo e uma decisão pessoal. A responsabilidade de quem participa inclui buscar informação confiável, respeitar a liberdade alheia e acompanhar a apuração pelos canais oficiais. Pesquisas de intenção de voto não substituem os votos apurados.
A cidadania continua depois da eleição
A participação democrática não termina com a confirmação na urna. Ela prossegue no acompanhamento das decisões dos governos, na fiscalização dos gastos públicos, na cobrança de políticas que atendam à população e na defesa dos direitos de todos.
A democracia ganha força quando diferenças podem conviver e ser debatidas com liberdade. Cada voto tem o mesmo peso; cada cidadão conserva o direito de acompanhar, questionar e cobrar. É essa participação que dá sentido à celebração democrática e mantém a sociedade presente nas decisões sobre seu futuro.
Reportagem da Redação, com fontes oficiais consultadas em 24 de outubro de 2026. Os números de eleitorado e comparecimento apresentados referem-se ao primeiro turno. Este texto não apresenta resultados do segundo turno.




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